O Amor Que Não Ama

“E agora, senhora, rogo-te, não como escrevendo-te um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros. E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, que andeis nele.” – 2 João 1:5-6

Na série “Preparando o Azeite” tentamos trazer de forma objetiva o esclarecimento sobre observar os mandamentos de Deus, mostramos também a diferença entre mandamentos e alianças, além de citar mandamentos consumados em Yeshua (Jesus), os quais não observamos mais. No entanto, algumas pessoas ainda fazem confusão ao citar um dos principais mandamentos da Torah, amar uns aos outros.

Como sabemos este não é um novo mandamento, na verdade nenhum mandamento é novo de fato, estão na Torah desde o princípio.

Ao citar este mandamento, que é um dos mandamentos que resume toda a Torah, alguns criam um conceito abstrato sobre o que é amar uns aos outros, saindo da instrução dos apóstolos para um sentimento relativista e ou modernista sobre o amor, no entanto o versículo citado acima demonstra bem o que é amar uns aos outros, o versículo diz: “E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos.”, “como já desde o princípio ouvistes”.

Portanto, amar o próximo como a si mesmo, nada mais é do que guardar os mandamentos, quem guarda os mandamentos tem amado seu irmão, porque quem não o rouba, assim o tem amado, quem não ama seu irmão tem negado a Deus.

Renovado agora esse entendimento, lançamos uma pergunta para a nossa reflexão, onde está a nossa pátria?

Em Filipenses: 3. 20, juntamente com o irmão Paulo respondemos, nossa pátria está nos céus.

Quando Yeshua veio em carne, ficou bem claro que ele era um Rei, e também ficou muito explicito que seu reino não era desse mundo.

Por isso também Paulo afirmar que nossa pátria está nos céus.

O fato de a nossa pátria estar “ainda” que nos céus, não nos exclui de pertencer a ela. Quero dizer, nós pertencemos a um reinado, ao do Messias, devemos honras a um Rei, devemos obediência a um governo celestial.

Será que você se dá conta disso todos os dias ou isso se tornou apenas uma informação obsoleta à memória?

Se você tem um Rei, você tem um reino sobre você, um governo, e deve obedece-lo. E por acaso, não tem sido esta a sua oração, “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”?

Imagine se faz sentido você chamando um encanador até sua casa e ao chegar você simplesmente esconde os problemas de encanamento, e depois ainda propõe que ele deixe o encanamento e arrume então o seu carro?

Faz sentido você orar a Deus em nome do Messias, chamando um governo sobre você, no qual você rejeita seus mandamentos?

Não seria porém o correto, que ao chama-lo você então esteja disposto a obedece-lo?

Mas não é assim que normalmente ocorre, não é? Oramos a Deus chamando seu reinado, mas isso não passa de palavras ao vento, naquele último minuto antes de cerrarmos os olhos e dormir.

No dia seguinte estamos quase que a exigir, disfarçados, como um cachorrinho esperto de carinha triste que pede um alimento, na expectativa de bênçãos, e o que nós queremos? Isso mesmo, o concerto do nosso carro, ou quem sabe um carro novo, porque não?!

Com isso negamos pertencer ao reinado do Messias, negamos a pátria que está nos céus, e mais uma vez nos inclinamos a uma pátria terrena, que pelo menos promete satisfazer nossas cobiças carnais, ainda que por uma pelota.

Esse ciclo de engano ocorre porque preferimos a mentira, preferimos aquilo que foi construído baseado em preceitos humanos, tradições humanas, filosofias humanas. Preferimos adorar a criatura ao invés do Criador, então continuamos a sermos enganados, por livre e espontânea escolha.

E é nesse contexto que nasce o sentimento corrompido do que é amor para a maioria daqueles que hoje se dizem cristão. O amor que não ama, não segundo o Criador.

Série: O Ciclo – Rafael Ramos

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;” – Apocalipse 22:18

A mente de Cristo

No mundo existem vários padrões de pensamentos, alguns são dotados de conhecimentos que algumas pessoas acreditam ser de fora daqui, de fora desse planeta ou desse plano de realidade, físico ou espiritual; Padrões diferentes de pensamento relacionado a diferentes culturas é um fato conhecido, até mesmo padrões diferentes numa mesma cultura.

Por exemplo, se você observar as pessoas que vivem em uma cultura chinesa, verá que elas pensam de uma maneira totalmente diferente das que vivem numa cultura americana, de modo que uma simples história chinesa contada por um chinês pode não fazer o menor sentido para um americano, uma piada americana pode não fazer sentido algum para um brasileiro, a legalização da maconha na Holanda ser vista como um escândalo para um muçulmano, o apedrejamento do passado ser muito diferente da pena de morte nos dias de hoje, entre outros exemplos.

E como será que era a cultura, os ensinos e a forma de pensar daquele menino que nos trazia salvação?

Jesus não era gaúcho, não era texano, não era chinês, nem tão pouco holandês, mas era hebreu, descendente de Davi, um judeu.

Mas o que Jesus tinha em si mesmo, relacionado a ensinamentos e sabedoria, ele não havia aprendido desse mundo, mas de alguém que ele dizia ser seu pai, que estava nos céus.

O padrão de pensamento, ou melhor, a mente de Cristo, era diferente de toda aquela geração; mesmo que ele, por ocasião, ensinava como um judeu e principalmente para judeus, a sabedoria e tudo aquilo que recebeste de seu pai, não fazia dele um adepto do judaísmo. Apesar de guardar a Torah ou ser a própria Torah encarnada como dizem muitos estudiosos da Bíblia, Jesus não partilhava e não concordava com muitos pensamentos hebreus de sua época.

Jesus utilizava a cultura, sua própria cultura, para explicar coisas que ainda eram apenas sombra para muitos, coisas que as pessoas de sua época ainda não compreendiam. E assim Deus faz até os dias de hoje. Ainda que Deus fale em enigmas ou que tenha nos deixado ensinamentos relacionados a uma mente diferente das nossas, nenhum daqueles que é escolhido de Deus, desde antes da fundação do mundo, deixará de compreender o que Deus tem para eles, pois as coisas de Deus se discernem espiritualmente.

O interessante disto, é que as palavras de Jesus são espírito e vida como ele bem afirmou, e tudo que dizia, ele dizia segundo seu pai havia lhe ensinado. Veja! As coisas de Deus se discernem espiritualmente, as palavras de Cristo são espírito e Deus também é espírito.

O que temos que ter é a mente de Cristo, a saber, seu Espírito, suas palavras, mas não a cultura de um povo, no entanto, a cultura de Deus é essencial.

É preciso observar as diferenças, saber fazer distinção da cultura de um povo de mente corrompida, mesmo sendo hebreus, da cultura de um povo de mente sadia, sendo eles hebreus ou não.

Deus revela desde o início qual seu padrão de pensamento, o espiritual consegue discernir a história, os tempos e a sua vontade. Quem tem a mente de Cristo, também tem seu espírito.

Imagine a Gamaliel, não, imagine a Nicodemos, ele era mestre em Israel na época de Cristo, e Jesus lhe ensinava a respeito de algo que pra Jesus Nicodemos já deveria saber há tempos; agora pense no quanto de doutrinas erradas ou falhas Nicodemos que era mestre em Israel poderia ter passado para os outros, isso por não ter a mente de Cristo, mesmo sendo ele hebreu como Jesus.

Jesus não ensinou a cultura de um povo, mas a sua, a de seu pai. O fato dessa cultura, vindo do seu pai, ter alguma semelhança com a cultura dos hebreus, não fazia delas uma mesma cultura. A de Cristo é limpa, pura, é sem mistura.

Entenda da seguinte forma, Deus deu aos hebreus ensinos e sabedoria, mas poucos hebreus a receberam na íntegra, desses, poucos praticaram, e dos que praticaram poucos passaram pra frente e com perfeição, pelo menos até Cristo, que foi e é totalmente perfeito e é santo.

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. 1 Coríntios 2:16

Sabemos que o padrão de pensamento do Cristo é sobrenatural, é espiritual e vem de seu pai. Mas não é somente este padrão que é sobrenatural, existem outros. Doutrinas de demônios por exemplo são ensinos que determinaram um padrão, um padrão que infelizmente hoje é venerado até mesmo em muitas igrejas.

Porém, antes de serem chamadas de doutrinas de demônios, eram apenas conhecidas como ensinamentos de outros deuses, ou anjos caídos, mas também eram conhecidas como religiões, arte, magia ou ciências.

Muitas ciências, ensinos, matérias e disciplinas são na verdade doutrinas de demônios, ou melhor, de outros deuses. Impérios foram construídos através de culturas que adoravam e cultuavam vários deuses, elas são muito bem definidas, e podem ser percebidas hoje, simplesmente olhando para suas regiões e bibliotecas. Temos culturas e adorações no Egito que são semelhantes na Grécia, na Roma, etc., que utilizavam nomes diferentes para as mesmas deidades, no entanto o padrão de pensamento não é sempre o mesmo, mas sempre foram híbridos. E o que também pode ser notado, se você for mais além, é que através dessa construção de pensamento em massa e entre diversos povos, há alguém que sempre esteve por trás de toda essa estratégia, e nunca esteve sozinho.

Esse ser ofereceu a Jesus toda esta glória, tão somente era necessário que Jesus o adorasse, mas Cristo recusou e o repreendeu dizendo: ‘adorarás a Deus, e só a ele servirás’. Porém muitos aceitaram esta oferta, e nos dias de hoje, ainda há muitos que aceitam.

É preciso conhecer muito daquilo que é hebreu, da sua linguagem e cultura, para então ser possível entender algumas parábolas e ensinos de Jesus, mas para ter a mente do Cristo é necessário algo diferente, algo além.

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes. Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.  João 8:44-47

O sábio Salomão disse que tudo tem seu tempo determinado, e o que foi, isso é o que há de ser.

Entender os tempos sem entender o que era antes, é não perceber a porta e o caminho estreito, o que sem dúvidas lhe fará errar.

Há um caminho que para o homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte, quem é, pois os errantes se não aqueles que erram o único caminho que nos leva ao Pai?

O pai de Cristo só será o nosso, quando nós nos tornamos filhos. Tornar-se filho é receber o Messias, de tal modo que você não seja mais você, mas Cristo. Cristo é o único filho de Deus, e sempre o será, o único. Quando você renuncia-se a si mesmo, à Cristo, aí você foi alcançado e salvo, aí você se tornou filho de Deus.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” João 1:12

Série: O Ciclo – Rafael Ramos

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;” – Apocalipse 22:18

Guia-me em Seus ciclos de justiça

Zacarias profetizou sobre o reino do Messias aqui entre nós, também para após o ‘fim dos tempos’. Zacarias diz no final de seu livrinho que no reinado do Messias se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, na celebração da festa dos tabernáculos, não virá sobre ela a chuva. (Ler Zacarias 14)

Vamos imaginar que estamos vivendo hoje esta profecia, que claro, é algo ainda por vir. Por que celebrar a festa de tabernáculos?

Não é dito pelos teólogos ocidentais que estas festas são somente para judeus?

Claro que estas festas não são ‘dos judeus’, mas de Deus, como diz as Escrituras, solenidades do SENHOR, são dele, não dos judeus. (Ler Levítico 23:2, 23:4, 23:37, 23:44)

Você lê as revelações do fim dos tempos apenas por HIT’GALUT, a saber, Apocalipse?

Deus revela o fim desde Bereshit, desde o início, Gênesis. (Ler Isaías 46:10)

A série o Ciclo tem a pretensão de nos levar a refletir sobre as profecias que apontam a breve vinda do Cordeiro, você já leu as Escrituras e está firme em oração?

“E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.” – Daniel 12:1-3

Série: O Ciclo – Rafael Ramos

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;” – Apocalipse 22:18