A essência – Rafael Ramos

Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.Mateus 15:18-20

Quando falamos sobre o coração, geralmente é algo que nos remete a sentimentos e pensamentos, algumas pessoas relacionam com a alma ou com a mente, no entanto são apenas sinônimos de uma mesma coisa, o âmago do ser, nossa essência, aquilo que nos define, que faz brotar nossas palavras e ações.

A solicitação de Cristo a respeito de negar-se a si mesmo não diz respeito a negarmo-nos na íntegra, mas sobre aquilo que em nós contradiz a natureza santa de Deus, ou seja, devemos negar aquilo que em nós nos leva ao pecado. É nesse momento que nossa essência passa a ser Cristo, porque já não há em nós algo que o contraria, mesmo por sermos diferentes em vários aspectos, como gostos, vocações, dons, talentos, etc.

No entanto, como negar aquilo que nosso coração anseia?

Apesar de estarmos inclinados a querer a Deus, e isso apenas por sua própria vontade, pois sabemos que tanto o querer quanto o efetuar provém dele, mesmo assim nosso coração deseja aquilo onde nossos olhos insaciavelmente estão a olhar.

Para onde nós olhamos, quais os pensamentos que cultivamos, os sentimentos que insistimos em lembrar e também os que não queremos esquecer, estas são as coisas que compõe nosso eu, e se não procedermos bem, então menos lugar haverá para a vontade de Deus. Se nos abarrotamos apenas de coisas más, então por onde Deus começará a trabalhar? Ou, se não buscamos ler as Escrituras por exemplo, ou deixar de orar, ou não refletir sobre nossos atos e examiná-los comparando-os com aquilo que a Palavra de Deus nos ensina, como então poderíamos negarmo-nos, se nem ao menos saberíamos sobre o que negar?

Não tem como ser cristão se não olharmos constantemente para ele e negar aquilo que em nós já não deve ter mais espaço. E essa guerra constante, ela se ameniza a media que desistimos do nosso eu, ela vai se tornando mais branda à medida que somos transformados a semelhança de Cristo, e num breve momento você nem percebe o quão diferente se tornou. Mas não se engane, essa guerra será travada enquanto vivermos nesse corpo corruptível, portanto nunca pare, aproveite que quanto mais forte ficar, mais fácil as coisas parecerão, quão menos de você existir, mais fácil vencerá, porque daí já será muito mais de Cristo vivendo em você.

Série: A alma – Rafael Ramos

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17:9

Pecados da alma – Rafael Ramos

Muitos de nós nos baseamos e nos apoiamos nos pecadores ao invés de nos apoiarmos em Cristo Jesus, ficamos em paz pelo fato deles existirem e não por causa da graça de Deus em seu Filho.

Sabemos que Deus nos abençoa apesar de uma mentira aqui ou um roubo ali, e isso muitas vezes nos leva a crer que não há nada errado em nosso estilo de vida, mas esquecemos que Deus só faz isso porque é misericordioso e bom, e não porque somos bons, pois não somos de fato.

Sabermos que tem outras pessoas piores em obras do que nós, isso nos tem sido refrigério muitas vezes, como se ser melhor em obras que alguém fosse requisito pra salvação ou aplausos. Aplausos porque muitas vezes nossas boas obras são na verdade más obras, pois até pode parecer bom o fato de fazermos algo a quem necessita, porém não fazemos pela necessidade do outro e nem por termos compaixão, mas porque sabemos que seremos vistos e aplaudidos, até acreditamos que isso nos justifica, e então nós encostamos a cabeça no travesseiro e então temos paz, acreditando que estamos realmente guardando a fé, e a paz não é pela graça de Deus e nem pelo sacrifício de Cristo, mas porque fizemos algo aparentemente bom; e tentamos nos esconder em frases feitas como “glórias ao Senhor”, quando na verdade nosso coração esta embriagado de orgulho e vanglorias, mas ficamos em paz e gratos de qualquer forma.

Frases bíblicas como “aquele que pensa estar em pé, cuide para que não caia”, ou sobre aquele que se acha rico, mas é pobre, cego e nu…, nos servem de alerta, porém do que adianta se ao nos examinarmos, fazemos é comparações com aqueles que julgamos serem piores que nós ou simplesmente nos comparamos a nós mesmos, mas nunca nos comparamos a Cristo.

No início até fazíamos comparações com Jesus, quando éramos fervorosos e sentíamos uma fome insaciável pela santidade e pela justiça, mas não agora, agora apenas guardamos aquela impressão de que ainda somos daquela maneira, e pior, crendo que com isso somos merecedores de algo de Deus, enquanto nunca fomos.

Talvez a pior mentira seja aquela onde mentimos pra nós mesmos, mas não como se qualquer outra mentira não fosse tão horrível assim. E não a achamos horrível na maioria das vezes, isso porque olhamos apenas para a mentira em si e não para suas consequências.

Sabemos que mensagens como estas não importa muito aos ímpios, incrédulos nem terminam a leitura, e tem aquelas mensagens de que teremos culto a noite com o pregador famoso da capital, que apenas irritam ainda mais os incrédulos, e aos crentes incitam ao menos dois pensamentos, um é de euforia, “oba, não posso perder, este homem tem uma palavra inspiradora”, outro pensamento talvez seja, “ixi, nem vou, esse só vai fazer uns shows pirotécnicos e depois pedir doações”, e quando há mais pensamentos a respeito, é sobre como o sermão será longo e tedioso. Enfim, cada um recebe estas mensagens de alguma forma, mas os incrédulos geralmente não a recebem, apenas ficam irritados. Mas então porque as fazemos?

Será que as redes sociais são mais eficazes que nosso testemunho no dia a dia? Nossos convites e até mesmo nossos cultos são mais válidos do que nosso estilo de vida?

Sabemos que não, porém é mais fácil não é mesmo?

Por isso nossas obras, a maioria delas, são para sermos vistos ou para sermos aplaudidos, e não me surpreenderia que até mesmo esta, este texto.

Se quando oramos no fim do dia, sabendo que o dia foi de pecados conhecidos e que ainda não foram cessados, podemos ter a absoluta certeza de que ainda não estamos prontos, e ainda corremos um enorme risco, portanto realmente vigiemos, esquecendo-nos do que para trás fica, buscando o alvo, que é ser como Cristo Jesus.

Durmamos em paz, mas não pelas nossas boas obras, e nem também pela nossa impressão de santidade, mas pela esperança da salvação dado pela Graça através do Filho, Jesus Cristo, esta é com toda certeza a nossa única esperança.

 

Série: A alma – Rafael Ramos

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17:9

Estudo sobre Ressurreição, Arrebatamento, Reino e Paraíso. Final.

Sobre o estudo dos temas citados, pudemos ver referências muito importantes, e também saber mais um pouco sobre cada um deles; notamos que paraíso é um lugar onde Deus está, onde há cura, onde há alegria e onde apenas os salvos tem acesso; aprendemos que guardar os mandamentos de Deus e ser generosos, repartindo nossos bens materiais com o próximo, são alguns dos atributos de Cristo em nós, que nos garante a vida eterna.

Foi possível notar também, que paraíso e reino de Deus, são muito semelhantes, se você observar Jesus:

“Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus.” Lucas 11:20

“E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus.” Lucas 10:9

“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Mateus 4:17

Estas são apenas algumas referências a respeito do reino de Deus, onde é possível observar a semelhança com o paraíso e a árvore da vida. Jesus por exemplo, é a vida, onde ele estava havia cura, Cristo tirava a dor, limpava dos olhos toda a lágrima, Jesus era o Rei, a videira verdadeira, enfim, Jesus era e ainda é, praticamente, a revelação do paraíso, a árvore da vida.

Percorrendo os versículos bíblicos, poderemos mergulhar cada vez mais fundo, fazer relações ainda mais reveladoras, e aprender ainda mais sobre estes temas, por exemplo:

“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Daniel 12:2

Havíamos lido que os santos, após a primeira ressurreição, já não iriam mais morrer, e aqui Daniel também afirma isso, muitos e muitos anos antes do autor de Apocalipse, João, “pensar em nascer”.

Agora vamos voltar ao jardim?

Se observarmos bem, no jardim havia várias frutas boas para se comer:

“E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” Gênesis 2:9

Aqui temos um jardim, com bastantes árvores e bons frutos, isso quer dizer, temos um pomar, cheio de bons frutos.

E é isso que significa este jardim, um pomar.

Agora tente vincular a semente, os frutos e um pomar.

Você consegue perceber que Semente = (igual) Palavra de Deus = (igual) Mandamentos = (igual) Pomar = (igual) Bons Frutos?

Então, é exatamente isso que significa, são estas as sombras das coisas futuras.

Deus não veio abolir estas coisas, não, mas nos chamar de volta para o pomar.

Em séries anteriores, ensinamos que quando Jesus voltar, para seu reino milenar, nações deverão ir adorá-lo na cidade santa, caso contrário não choverá em suas nações.

Estes ensinamentos a princípio pareciam absurdos, uma vez, que a maioria de nós, espera um paraíso abstrato, diferente do apresentado aqui, no entanto vimos que o milênio será aqui, e o pós-milênio aqui também, provavelmente.

Veja por exemplo este versículo:

“No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” Apocalipse 22:2

“as folhas da árvore são para a saúde das nações”, vês? Nações!

Como foi dito, haverá nações, e o profeta Zacarias em seu livro no capítulo 14, fala claramente sobre algo que devemos fazer no reinado de Cristo no milênio, deveremos ir adorar ao Messias ano em ano, na cidade santa, celebrar a festa dos tabernáculos.

Série: O Paraíso – Rafael Ramos

“No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” Apocalipse 22:2